Seu olhar no retrato parece me dizer
O quanto eu fui tolo e te fiz sofrer. . .


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Amor
segunda-feira, 3 de maio de 2010

As mulheres inteligentes sabem que...
As obsessões não podem ocupar um lugar de destaque na vida de uma mulher inteligente.

Em algum momento da vida, todas as mulheres já se viram tomadas por uma paixão obsessiva. As que têm os pés bem plantados no chão parecem conseguir deixar esse tipo de sentimento para trás com a adolescência. Outras, no entanto, embora igualmente sensíveis, inteligentes e intuitivas, se especializam nele, o cultivam e permitem que ele brote e cresça.

Quais são as mulheres particularmente vulneráveis a obsessões? Qualquer uma que não tenha expectativas realistas em relação ao amor e a uma vida a dois. Entre as que integram esse grupo estão as que vivem fantasias, as excessivamente românticas e as que não receberam em seus lares modelos sólidos de uma troca afetuosa.

O que há de errado com as obsessões? Nada, se você não se importar de se sentir deprimida praticamente o tempo todo. O problema é que, em geral, o amor obsessivo reflete uma situação repleta de separações, de sentimentos que não são plenamente retribuídos — ou não são retribuídos da maneira que se quer —, de conflitos irreconciliáveis e de medo de compromissos. Esses elementos tendem a tornar uma pessoa obsessiva e geram um estilo de vida atroz.

As mulheres inteligentes sabem qual é a diferença entre...
...amor e desejo.
...desejar ardentemente e usufruir.
...amor e obsessão.
...viver uma grande paixão e viver uma vida agradável.
...sair para jantar fora e almoçar fora.

Stella fez a mesma coisa de novo. Todos os elementos estão presentes. Sexo às escondidas, a deliciosa expectativa, a intensidade do desespero, discussões horrorosas e sem solução, separações dolorosas, reconciliações afetuosas, conversas angustiantes, enfim, um elenco completo de participantes. Sim, Stella está mais uma vez às voltas com uma OBSESSÃO.

Essa não é a primeira vez e, provavelmente, não será a última em que Stella fica obcecada por alguém. Afinal, na opinião dela, obsessão e amor são sinônimos. Em conseqüência disso, ela vive uma vida de euforias e depressões intercaladas por raros momentos de paz. Para ela, uma grande paixão certamente significa momentos excitantes, porém isto causa um terrível incômodo à sua mente, sem falar no seu sistema digestivo.

Neste momento, ela e sua atual obsessão, Jack, estão se preparando para uma separação experimental durante as férias. Jack disse a Stella que vai alugar uma casa de verão com alguns amigos. Ela provavelmente ficará em casa assistindo a filmes antigos em seu DVD, imaginando o que ele está fazendo e chorando. Passará também vários fins de semana na casa de campo de seus amigos Denise e Howie. Enquanto estiver lá, reexaminará todos os detalhes de seu relacionamento com Jack. Pedirá conselhos a Denise e a Howie e, possivelmente, não prestará nenhuma atenção ao que eles disserem. Stella acha que eles são uns amores, mas acha também que eles não a compreendem. "Como poderiam?", ela se pergunta.

Denise, sua amiga mais antiga, e Howie estão casados há cinco anos e têm uma filha de dois anos. Denise conta: "Desde o momento em que a conheci, Stella sempre se envolveu com caras execráveis. Na primeira vez que ela me falou sobre o Jack, pressenti que ele significava 'problema'. Ele me pareceu educado demais. Além disso, tinha 36 anos e nunca se prendera a uma pessoa. Eu não imaginava que fosse ser diferente com Stella. Na minha opinião, a vida de Stella só vai melhorar quando ela se dispuser a procurar e aceitar um cara 'normal' — alguém um pouco menos 'interessante' e mais com os pés no chão. Stella costuma dizer que gostaria de encontrar alguém como Howie, mas eu não acredito. Estou convencida de que, se por acaso Stella conhecesse alguém como meu marido, ela não saberia apreciá-lo."

Para falar a verdade, Stella acha que Howie é um amor, mas sem graça, e que a amiga e o marido levam uma vida monótona, sem paixão. No entanto, quando os visita nos fins de semana, ela curte sair para fazer compras com Denise e o bebê no sábado à tarde, enquanto Howie joga tênis ou assiste a um jogo. Nas manhãs de domingo, gosta de sair para comprar jornal com Howie e o bebê enquanto Denise fica dormindo até mais tarde. Gosta de fazer piqueniques com eles nas margens do lago. Gosta de se sentir superior quando Denise e Howie discutem sobre a comida do jantar ou sobre quem amassou o carro. Stella acha que a vida dos dois é tranqüila e aconchegante, mas um tanto enfadonha e monótona. Pensa que, se um dia se casar, sua vida será diferente. Ela não sabe exatamente o que quer, mas sabe que não quer uma coisa tão corriqueira.

As mulheres inteligentes sabem que...

Tranqüilo, aconchegante, monótono e corriqueiro são componentes de uma vida normal e de um relacionamento normal. Esses são os tipos de adjetivos que uma mulher inteligente deseja na vida.

Aterrorizante, angustiante, traumático, desconcertante, irreconciliável, horrendo e obsessivo são palavras que podem estar na capa de um romance que você leva para a praia. Uma mulher inteligente não quer que adjetivos como esses sejam utilizados na descrição da sua própria vida.

Se acha que seus amigos "não compreendem" o que há de tão especial no seu relacionamento, você deveria parar e examinar melhor; talvez eles entendam mais do que você. Na realidade, às vezes os amigos que a conhecem e a amam conseguem perceber melhor que você o que está acontecendo.

Se você acha que está ficando muito tempo deitada no sofá sozinha, sonhando acordada, chorando, você não está amando — você está obcecada.

Se você se vê constantemente perturbada, preocupada com as características de seu relacionamento e em busca de dicas e pistas que a ajudem a compreender o que está acontecendo, você não está amando — você está obcecada.

Um amor verdadeiro e duradouro pode ser tão maravilhoso quanto uma infindável montanha-russa de paixões e dores, além de poder proporcionar a você férias bem mais interessantes.

Largar um amor obsessivo jamais será indolor, mas, quanto mais cedo você fizer isso, mais rapidamente poderá começar a se curar.

Uma obsessão pode — e, com certeza, poderá — fazer uma mulher desperdiçar anos de sua vida.

As obsessões podem ser — e serão — a causa de dores de cabeça, distúrbios gastrintestinais, palpitações, crises de ansiedade, cabelo branco e rugas.

Quase sempre o amor obsessivo é viciante e por isso precisa ser tratado como qualquer outro vício — com a firme determinação de obter a cura.



Disclaimer
@ yoururl.bs

Tento descrever o mundo conforme meu ponto de vista e bom, quanto ao nome, foi o único que ninguém havia pegado. rs Ninguém precisa saber quem eu sou, isso realmente não é algo que mudará nada... Espero que gostem, bye


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    Take A Bow

    Editor: Eunice
    Designer: Zu Ning
    Inspirations: onsugar